Segundo o tributarista e conselheiro empresarial, Victor Boris Santos Maciel, a Reforma Tributária inaugura um novo ciclo de decisões estratégicas para as empresas brasileiras, exigindo planejamento, leitura de cenários e revisão de estruturas consolidadas. O principal desafio não está apenas em compreender as novas regras, mas em antecipar seus efeitos sobre preços, margem, contratos e competitividade. A transição demanda método e visão integrada entre fiscal, finanças e estratégia.
Este artigo analisa os impactos da Reforma Tributária sob a ótica empresarial, destacando como mudanças no sistema de tributos influenciam modelos de negócio, quais ajustes estratégicos se tornam necessários e de que forma a preparação antecipada reduz riscos e amplia oportunidades no médio e longo prazo.
O que muda com a Reforma Tributária e por que isso importa para as empresas?
A Reforma Tributária promove alterações estruturais no sistema de tributos sobre o consumo, com simplificação, unificação de bases e novas regras de creditamento. Essas mudanças afetam diretamente a forma como as empresas apuram impostos e organizam suas operações, exigindo adaptação de processos e sistemas internos.

Mais do que uma alteração técnica, a reforma impacta a lógica de formação de preços e a competitividade entre empresas e setores. E tal como elucida Victor Boris Santos Maciel, compreender essas transformações é essencial para evitar decisões tardias que comprometam margem e previsibilidade financeira em um ambiente de transição gradual.
Como a Reforma Tributária impacta modelos de negócios e estruturas operacionais?
Os efeitos da reforma variam conforme o modelo de negócio, a cadeia de valor e o perfil das operações. Victor Boris Santos Maciel expõe que as empresas intensivas em serviços, indústria ou distribuição sentirão impactos distintos, especialmente no aproveitamento de créditos e na incidência ao longo da cadeia. Essa heterogeneidade exige análises específicas, e não soluções genéricas.
Junto a isso, as estruturas societárias e operacionais podem perder eficiência sob o novo regime. O redesenho de fluxos, centros de custo e contratos passa a ser necessário para manter a competitividade. Nesse cenário, a análise estratégica evita que a empresa apenas reaja às mudanças, permitindo que se posicione de forma mais eficiente.
Quais ajustes estratégicos são essenciais para enfrentar o novo ambiente tributário?
A preparação para a Reforma Tributária exige revisão de políticas internas, contratos comerciais e práticas de precificação. Isso porque, os ajustes pontuais, sem uma visão integrada, tendem a gerar distorções e conflitos entre áreas. Neste ponto, a estratégia deve considerar os impactos tributários, financeiros e operacionais de forma conjunta.
Para Victor Boris Santos Maciel, CEO da VM Associados, esses ajustes precisam ser tratados como projeto empresarial, com diagnóstico, cronograma e acompanhamento. Essa abordagem reduz improvisações e garante que decisões estratégicas sejam tomadas com base em dados e cenários consistentes.
Como antecipar cenários e reduzir incertezas tributárias?
A antecipação de cenários é fundamental para lidar com a fase de transição da reforma. Simulações, análises comparativas e testes de impacto permitem avaliar como diferentes decisões influenciam resultados futuros. Esse exercício orienta escolhas mais seguras e evita surpresas ao longo da implementação.
Outro fator relevante é o monitoramento contínuo da regulamentação e de interpretações administrativas. Victor Boris Santos Maciel evidencia que reduzir incertezas depende de informação atualizada, análise técnica e capacidade de ajustar rotas conforme o ambiente evolui.
Quais são os ganhos potenciais de uma estratégia tributária proativa diante da Reforma?
Uma estratégia proativa permite identificar oportunidades de ganho antes que o mercado se ajuste completamente. Empresas preparadas tendem a reagir mais rápido, ajustar preços com maior precisão e negociar contratos de forma mais favorável. Isso se traduz em vantagem competitiva durante o período de adaptação.
Portanto, a Reforma Tributária impõe desafios relevantes, mas também abre espaço para decisões mais eficientes e alinhadas ao futuro do negócio. Preparar-se adequadamente significa integrar tributos, estratégia e dados em um processo contínuo de avaliação. Ao adotar uma visão estratégica e estruturada, a empresa transforma incertezas em variáveis gerenciáveis. Nesse contexto, a Reforma Tributária deixa de ser apenas um evento normativo e passa a ser um catalisador de revisão e fortalecimento do modelo de negócios.
Autor: Daker Wyjor
