Gestão de redes sociais para cemitérios e funerárias: Por onde começar, com Tiago Schietti

Diego Velázquez
Diego Velázquez
Tiago Oliva Schietti

No setor funerário, a transformação digital chegou para ficar, e, conforme aponta Tiago Schietti, ignorar as redes sociais hoje significa abrir mão de um canal essencial de relacionamento e confiança. Cemitérios e funerárias que ainda resistem à presença digital perdem a oportunidade de se posicionar com empatia, ampliar sua visibilidade e se conectar com famílias em momentos de grande vulnerabilidade emocional. Este artigo apresenta um caminho prático para iniciar a gestão de redes sociais nesse segmento com responsabilidade, sensibilidade e eficiência. Acompanhe os principais pontos abordados a seguir e dê o primeiro passo rumo a uma presença digital sólida. 

O setor funerário pode mesmo estar nas redes sociais?

Muitos gestores ainda hesitam em adotar as redes sociais por acreditar que o tema é delicado demais para o ambiente digital. Essa percepção, embora compreensível, está ultrapassada. Famílias em momento de luto buscam informações, suporte e referências confiáveis, e é exatamente nesse espaço que uma funerária e cemitério podem se posicionar com empatia e profissionalismo.

Conforme destaca Tiago Schietti, o segredo está em tratar as redes sociais não como um canal de vendas, mas como um espaço de acolhimento e informação. Publicações sobre cuidados no luto, datas comemorativas, serviços disponíveis e homenagens são exemplos de conteúdos que geram valor real ao público e constroem uma imagem institucional sólida ao longo do tempo.

Qual plataforma escolher para começar a gestão de redes sociais para cemitérios e funerárias?

A escolha da plataforma certa é um dos primeiros desafios de quem inicia a gestão de redes sociais nesse segmento. Não é necessário estar em todos os canais ao mesmo tempo. O mais importante é identificar onde o público da empresa está e concentrar esforços nesse ambiente de forma consistente e planejada.

O Instagram e o Facebook seguem sendo as plataformas mais relevantes para esse tipo de negócio no Brasil. Segundo Tiago Schietti, o Facebook é especialmente eficaz para alcançar um público mais maduro, enquanto o Instagram permite explorar uma linguagem visual cuidadosa, com imagens serenas e mensagens de conforto que ressoam bem com famílias em processo de luto ou em planejamento prévio.

Tiago Oliva Schietti
Tiago Oliva Schietti

Como definir uma linha editorial adequada para esse segmento?

Definir uma linha editorial coerente é fundamental para garantir que os conteúdos publicados reflitam os valores da empresa e respeitem a sensibilidade do público. Sem esse direcionamento, as publicações tendem a ser inconsistentes e podem gerar interpretações equivocadas sobre a marca.

De acordo com Tiago Schietti, uma linha editorial bem estruturada para o setor funerário deve equilibrar quatro pilares principais:

  • Informação: conteúdos educativos sobre planejamento funerário, documentação e serviços oferecidos;
  • Acolhimento: mensagens de conforto, apoio ao luto e datas de homenagem;
  • Institucional: apresentação da equipe, história da empresa e diferenciais do negócio;
  • Engajamento: interação com seguidores por meio de perguntas, reflexões e respostas a comentários.

Com esses pilares bem definidos, a empresa passa a comunicar com clareza e consistência, fortalecendo sua autoridade no segmento e criando vínculos genuínos com a comunidade atendida.

Qual é o papel da frequência e do planejamento na gestão de conteúdo?

Publicar com frequência é tão importante quanto publicar com qualidade. Uma presença digital inconsistente transmite descuido e reduz o alcance orgânico das publicações nas plataformas. Por isso, planejar com antecedência é uma das práticas mais eficazes para manter a constância sem sobrecarregar a equipe.

Como destaca Tiago Schietti, um calendário editorial mensal com pelo menos três publicações semanais já é suficiente para manter o perfil ativo e relevante. Esse planejamento deve incluir datas comemorativas do setor, como o Dia de Finados, além de temas recorrentes que reforcem o posicionamento da marca ao longo do ano.

O caminho para uma presença digital humanizada e estratégica

A gestão de redes sociais para cemitérios e funerárias exige equilíbrio entre técnica e sensibilidade. Não basta seguir tendências digitais: é preciso adaptar cada estratégia à realidade e aos valores do setor, sempre colocando o ser humano no centro da comunicação.

Sob essa ótica, segundo Tiago Schietti, empresas que investem em uma presença digital consistente, empática e bem planejada constroem não apenas visibilidade, mas também reputação. E, no setor funerário, a reputação é, sem dúvida, o ativo mais valioso que uma empresa pode cultivar ao longo do tempo.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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