No setor funerário, a transformação digital chegou para ficar, e, conforme aponta Tiago Schietti, ignorar as redes sociais hoje significa abrir mão de um canal essencial de relacionamento e confiança. Cemitérios e funerárias que ainda resistem à presença digital perdem a oportunidade de se posicionar com empatia, ampliar sua visibilidade e se conectar com famílias em momentos de grande vulnerabilidade emocional. Este artigo apresenta um caminho prático para iniciar a gestão de redes sociais nesse segmento com responsabilidade, sensibilidade e eficiência. Acompanhe os principais pontos abordados a seguir e dê o primeiro passo rumo a uma presença digital sólida.
O setor funerário pode mesmo estar nas redes sociais?
Muitos gestores ainda hesitam em adotar as redes sociais por acreditar que o tema é delicado demais para o ambiente digital. Essa percepção, embora compreensível, está ultrapassada. Famílias em momento de luto buscam informações, suporte e referências confiáveis, e é exatamente nesse espaço que uma funerária e cemitério podem se posicionar com empatia e profissionalismo.
Conforme destaca Tiago Schietti, o segredo está em tratar as redes sociais não como um canal de vendas, mas como um espaço de acolhimento e informação. Publicações sobre cuidados no luto, datas comemorativas, serviços disponíveis e homenagens são exemplos de conteúdos que geram valor real ao público e constroem uma imagem institucional sólida ao longo do tempo.
Qual plataforma escolher para começar a gestão de redes sociais para cemitérios e funerárias?
A escolha da plataforma certa é um dos primeiros desafios de quem inicia a gestão de redes sociais nesse segmento. Não é necessário estar em todos os canais ao mesmo tempo. O mais importante é identificar onde o público da empresa está e concentrar esforços nesse ambiente de forma consistente e planejada.
O Instagram e o Facebook seguem sendo as plataformas mais relevantes para esse tipo de negócio no Brasil. Segundo Tiago Schietti, o Facebook é especialmente eficaz para alcançar um público mais maduro, enquanto o Instagram permite explorar uma linguagem visual cuidadosa, com imagens serenas e mensagens de conforto que ressoam bem com famílias em processo de luto ou em planejamento prévio.

Como definir uma linha editorial adequada para esse segmento?
Definir uma linha editorial coerente é fundamental para garantir que os conteúdos publicados reflitam os valores da empresa e respeitem a sensibilidade do público. Sem esse direcionamento, as publicações tendem a ser inconsistentes e podem gerar interpretações equivocadas sobre a marca.
De acordo com Tiago Schietti, uma linha editorial bem estruturada para o setor funerário deve equilibrar quatro pilares principais:
- Informação: conteúdos educativos sobre planejamento funerário, documentação e serviços oferecidos;
- Acolhimento: mensagens de conforto, apoio ao luto e datas de homenagem;
- Institucional: apresentação da equipe, história da empresa e diferenciais do negócio;
- Engajamento: interação com seguidores por meio de perguntas, reflexões e respostas a comentários.
Com esses pilares bem definidos, a empresa passa a comunicar com clareza e consistência, fortalecendo sua autoridade no segmento e criando vínculos genuínos com a comunidade atendida.
Qual é o papel da frequência e do planejamento na gestão de conteúdo?
Publicar com frequência é tão importante quanto publicar com qualidade. Uma presença digital inconsistente transmite descuido e reduz o alcance orgânico das publicações nas plataformas. Por isso, planejar com antecedência é uma das práticas mais eficazes para manter a constância sem sobrecarregar a equipe.
Como destaca Tiago Schietti, um calendário editorial mensal com pelo menos três publicações semanais já é suficiente para manter o perfil ativo e relevante. Esse planejamento deve incluir datas comemorativas do setor, como o Dia de Finados, além de temas recorrentes que reforcem o posicionamento da marca ao longo do ano.
O caminho para uma presença digital humanizada e estratégica
A gestão de redes sociais para cemitérios e funerárias exige equilíbrio entre técnica e sensibilidade. Não basta seguir tendências digitais: é preciso adaptar cada estratégia à realidade e aos valores do setor, sempre colocando o ser humano no centro da comunicação.
Sob essa ótica, segundo Tiago Schietti, empresas que investem em uma presença digital consistente, empática e bem planejada constroem não apenas visibilidade, mas também reputação. E, no setor funerário, a reputação é, sem dúvida, o ativo mais valioso que uma empresa pode cultivar ao longo do tempo.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
