Como observa Ian Cunha, a nova era dos fundadores está marcada por uma mudança concreta: saúde e energia deixaram de ser assunto “pessoal” e viraram parte da estratégia de execução. Em ambientes competitivos, a capacidade de manter clareza por anos vale mais do que picos de produtividade. Se você quer entender por que essa virada está acontecendo e o que ela muda na forma de liderar, continue a leitura.
O fim do mito do “trabalhar mais ajuda”
Trabalhar mais pode aumentar o volume, mas não garante resultado. À luz de uma liderança mais madura, o recurso mais escasso do fundador é a atenção. Quando a atenção se degrada, a empresa paga em prioridade ruim, execução dispersa e decisões impulsivas. Por conseguinte, saúde e energia viram estratégia porque protegem o ativo que sustenta a liderança: o julgamento.

Como pontua o empresário serial Ian Cunha, a execução forte nasce de consistência, e consistência depende de um corpo e de uma mente capazes de repetir o essencial. Isso exige energia estável, sono minimamente preservado e gestão de estresse que não vire negação. Como resultado, o fundador sai do modo sobrevivência e passa a operar com mais clareza.
Saúde e energia como vantagem competitiva: O que muda na prática?
A nova era dos fundadores não é sobre estética de vida saudável. É sobre previsibilidade de performance. Fundadores que cuidam de energia tomam decisões melhores em sequência, lidam melhor com contradições e mantêm foco em prioridades reais. Em contrapartida, quando a energia oscila demais, a empresa fica refém do humor e do estado mental do líder.
Como alude o fundador Ian Cunha, a energia baixa aumenta a reatividade. A reatividade aumenta o ruído. Ruído aumenta retrabalho. Em última análise, a empresa perde velocidade real, mesmo parecendo ocupada. Saúde e energia entram na estratégia porque reduzem a variabilidade e melhoram a qualidade média da execução.
Recuperação como parte do ciclo de performance
Por muitos anos, a recuperação foi tratada como luxo. Hoje, ela é vista como parte do ciclo de desempenho. Sem recuperação, o sistema entra em desgaste contínuo, e desgaste contínuo corrói a capacidade de decidir com nuance. Conforme se nota em rotinas intensas, o preço não aparece apenas no corpo, mas na tomada de decisão, que fica mais curta e mais impulsiva.
Na visão do CEO Ian Cunha, a recuperação tem função estratégica: preservar a clareza. A clareza, por sua vez, preserva o foco. O foco preserva a execução. Dessa forma, descansar não é “parar”, é proteger a capacidade de operar em alto nível quando realmente importa.
O que o fundador modelo vira norma?
Os fundadores criam cultura, mesmo sem querer. Quando o líder normaliza exaustão, a equipe aprende que o padrão é estar sempre no limite. Isso aumenta a ansiedade, reduz colaboração e piora comunicação. Quando o líder trata energia como parte do trabalho, ele autoriza o time a operar com ritmo e consistência.
Para o superintendente geral Ian Cunha, essa mudança melhora retenção e qualidade, porque reduz a cultura de urgência permanente. Saúde e energia não são apenas escolhas individuais, mas sinais organizacionais. Eles definem o que é valorizado: heroísmo ou método.
Por que o tema é estratégico e tende a crescer?
A pressão não vai diminuir. O volume de estímulo e a velocidade do mercado tendem a aumentar. Por isso, a nova era dos fundadores coloca saúde e energia no centro: como ativo de continuidade. O diferencial não será apenas ter boas ideias, e sim sustentar execução com clareza por tempo suficiente para que a ideia ganhe escala.
Portanto, a estratégia mais inteligente é tratar saúde como infraestrutura de decisão. Quando o fundador protege a energia, ele protege o negócio. E quando ele transforma bem-estar em método, ele cria uma vantagem que o mercado não copia facilmente.
Autor: Daker Wyjor
