WEG ultrapassa R$ 1 bilhão em ganhos com IA e indústria inteligente

Adam Everston
Adam Everston

Companhia brasileira combina inteligência artificial, IoT, automação e gestão lean para melhorar processos industriais e reduzir falhas em máquinas.

A WEG ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão em ganhos decorrentes de melhorias nos processos industriais, em uma estratégia que combina gestão enxuta, inteligência artificial (IA), Internet das Coisas (IoT) e sistemas digitais de produção. O resultado foi associado a mais de 400 mil ações de melhoria contínua, conhecidas como kaizens, realizadas pela companhia. (Eae Maquinas)

A transformação tecnológica mostra como ferramentas digitais estão deixando de ser utilizadas apenas para automatizar tarefas e passam a fazer parte da gestão cotidiana das fábricas. Na WEG, sistemas de análise de dados, sensores, visão computacional e inteligência artificial são utilizados para identificar oportunidades de melhoria e antecipar problemas nos equipamentos.

Inteligência artificial passa a fazer parte da operação industrial

A estratégia da WEG começou há cerca de dez anos com a implementação do WEG Management System, baseado em princípios da metodologia lean. Ao longo do tempo, a companhia incorporou novas tecnologias ao modelo, incluindo inteligência artificial e sistemas digitais capazes de acompanhar as operações diretamente no chão de fábrica. (Bra1)

Entre as ferramentas utilizadas estão sistemas de Manufacturing Execution System (MES), que permitem acompanhar e controlar processos produtivos, além de sensores conectados e soluções de IoT. A empresa também utiliza plataformas de IA generativa e chamados copilotos industriais para auxiliar profissionais na identificação de problemas e na tomada de decisões.

A combinação dessas tecnologias também mudou a forma como as informações são analisadas dentro da empresa. Dados que anteriormente poderiam ser avaliados separadamente passam a ser relacionados para identificar gargalos, desperdícios e oportunidades de ganho. Segundo informações divulgadas pela companhia, essa integração ajudou a acelerar o processo de análise das causas dos problemas e a estimativa dos possíveis ganhos.

WEG reduz falhas de máquinas com tecnologia

Um dos resultados associados à digitalização da produção foi a redução superior a 30% nas quebras de máquinas, segundo informações divulgadas sobre a estratégia tecnológica da empresa. Sensores e sistemas baseados em inteligência artificial permitem acompanhar equipamentos em tempo real e identificar sinais que podem indicar uma possível falha. (Bra1)

Esse modelo está relacionado à chamada manutenção preditiva. Em vez de esperar que uma máquina apresente um problema para realizar o reparo, os dados coletados pelos equipamentos ajudam as equipes a identificar alterações no funcionamento e programar intervenções antes de uma parada mais grave.

Outro recurso empregado é a visão computacional, que utiliza câmeras e softwares para identificar situações que podem passar despercebidas em uma análise convencional. A tecnologia pode contribuir para o controle de qualidade e para a identificação de oportunidades de melhoria dentro das linhas de produção.

Mais de 400 mil melhorias impulsionam transformação digital

O resultado de mais de R$ 1 bilhão em ganhos está relacionado à execução de mais de 400 mil kaizens, pequenas ações de melhoria contínua aplicadas aos processos industriais. A metodologia é associada ao sistema lean e busca reduzir desperdícios, aumentar a eficiência e aperfeiçoar continuamente as operações. (Eae Maquinas)

A experiência da WEG também mostra uma mudança na relação entre profissionais e tecnologia dentro da indústria. Nesse modelo, ferramentas digitais não substituem simplesmente os processos existentes, mas ajudam trabalhadores e gestores a encontrar problemas e avaliar soluções com base em uma quantidade maior de informações.

A empresa chama essa nova etapa de quarta onda da excelência operacional, associada ao WMS Online. A proposta integra dados industriais, gestão lean e inteligência artificial em uma plataforma que pode apoiar diferentes áreas da companhia.

A discussão sobre esse modelo ganha espaço no setor industrial justamente em um momento de avanço da chamada Indústria 4.0. IA, robótica, sensores, automação e análise de dados estão sendo incorporados às fábricas para aumentar a produtividade e melhorar a capacidade de resposta das empresas.

A experiência da WEG será também apresentada no Lean AI Summit 2026, marcado para 24 de setembro, em São Paulo. O encontro reunirá executivos de diferentes empresas para discutir a aplicação de inteligência artificial e gestão enxuta nos processos produtivos. (Bra1)

Para a indústria brasileira, casos como esse mostram que a transformação digital envolve não apenas a aquisição de equipamentos ou softwares, mas também mudanças na maneira como as empresas acompanham seus processos, identificam problemas e utilizam dados para melhorar a produção.

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