Arte-educação e interseccionalidade: Como o currículo pode gerar pertencimento e aprendizagem

Diego Velázquez
Diego Velázquez
Em “Arte-educação e interseccionalidade: Como o currículo pode gerar pertencimento e aprendizagem”, Sérgio Bento De Araújo analisa como práticas pedagógicas inclusivas fortalecem identidade, engajamento e construção de conhecimento.

Sergio Bento de Araujo, empresário especialista em educação, costuma afirmar que currículo não é apenas uma lista de conteúdos, mas um convite à participação. A arte-educação, quando integrada ao cotidiano escolar com intencionalidade pedagógica, amplia repertórios, fortalece vínculos e cria condições para que estudantes se reconheçam como produtores de cultura e conhecimento. 

Neste artigo, você vai entender por que a arte-educação não é atividade acessória, como a interseccionalidade aparece de forma prática na escola, como planejar projetos consistentes, como avaliar aprendizagens sem cair no subjetivismo e qual é o papel da gestão para sustentar essas práticas.

O que é arte-educação e por que ela não é “atividade extra”?

Arte-educação é uma abordagem pedagógica que utiliza linguagens artísticas para desenvolver aprendizagem, pensamento crítico, sensibilidade e expressão. Ela vai além de oficinas isoladas e se conecta aos objetivos curriculares, dialogando com áreas como língua portuguesa, história, ciências e matemática. 

Ao abordar arte-educação e interseccionalidade, Sérgio Bento De Araújo apresenta caminhos para um currículo que promova pertencimento, diversidade e aprendizagem significativa.
Ao abordar arte-educação e interseccionalidade, Sérgio Bento De Araújo apresenta caminhos para um currículo que promova pertencimento, diversidade e aprendizagem significativa.

Quando bem planejada, a arte-educação promove leitura de mundo, interpretação de símbolos e construção de sentido, ajudando o estudante a compreender contextos sociais e culturais.

Na visão de Sergio Bento de Araujo, tratar a arte como “extra” empobrece o currículo. Ao integrá-la ao planejamento, a escola amplia caminhos de acesso ao conhecimento, especialmente para estudantes que não se engajam por vias tradicionais.  A arte cria pontes entre emoção e cognição, favorecendo aprendizagem significativa. Assim, ela deixa de ser apenas expressão e passa a ser estratégia pedagógica que fortalece pertencimento e engajamento.

Como a interseccionalidade aparece no cotidiano escolar de forma prática?

Interseccionalidade, no contexto educacional, significa reconhecer que identidades, histórias e experiências se cruzam e influenciam o modo como o estudante aprende e participa. Na prática escolar, isso aparece quando o currículo considera diferentes referências culturais, trajetórias sociais e perspectivas, evitando uma narrativa única. 

A arte-educação é um terreno fértil para esse trabalho, pois permite múltiplas vozes, linguagens e interpretações. E conforme alude Sergio Bento de Araujo, a interseccionalidade se concretiza quando a escola cria espaços para escuta e representação. 

Projetos que abordam música, artes visuais, teatro ou literatura a partir de diferentes contextos ajudam o estudante a se ver no currículo. Isso não significa fragmentar o ensino, mas ampliar referências. Quando a escola reconhece diversidade como riqueza pedagógica, o clima melhora e a aprendizagem se torna mais inclusiva e relevante.

Como planejar projetos de arte que desenvolvam repertório e pensamento crítico?

Planejar projetos de arte exige clareza de objetivos e conexão com o currículo. O primeiro passo é definir quais aprendizagens se espera desenvolver, como leitura crítica, argumentação, pesquisa ou colaboração. A partir disso, escolhem-se linguagens artísticas e temas que dialoguem com a realidade dos estudantes. O projeto precisa ter etapas, produtos e momentos de reflexão, para que a arte seja meio de aprendizagem, não apenas atividade lúdica.

Segundo o empresário especialista em educação, Sergio Bento de Araujo, projetos bem-sucedidos combinam intencionalidade e abertura. A escola orienta o processo, mas permite que os estudantes tragam referências, perguntas e soluções próprias. Isso estimula a autonomia e o engajamento. 

Quando a arte é usada para investigar problemas, contar histórias e analisar contextos, ela fortalece repertório cultural e pensamento crítico, contribuindo para aprendizagens duradouras e conectadas ao mundo real.

Como avaliar aprendizagem em projetos de arte sem cair no subjetivo total?

Avaliar projetos de arte não significa julgar talento ou gosto pessoal. A avaliação deve se concentrar nos processos e nas competências desenvolvidas, como pesquisa, argumentação, uso de referências, clareza de comunicação e colaboração. Rubricas simples, com critérios explícitos, ajudam a tornar a avaliação transparente e formativa. Registros do processo, autoavaliação e devolutivas do professor complementam esse acompanhamento.

Na abordagem de Sergio Bento de Araujo, a avaliação precisa servir para aprender melhor, não para classificar. Quando o estudante entende o que está sendo observado, ele se envolve mais e assume responsabilidade pelo próprio percurso. A clareza de critérios reduz conflitos e dá segurança à equipe docente. Assim, a arte-educação mantém rigor pedagógico e contribui para resultados consistentes, sem perder criatividade e expressão.

Qual é o papel da gestão escolar para sustentar essas práticas no longo prazo?

A gestão escolar tem papel decisivo na sustentação da arte-educação e da interseccionalidade. Cabe à liderança garantir tempo de planejamento, formação continuada e alinhamento curricular, evitando que os projetos dependam apenas de iniciativas individuais. Também é função da gestão integrar essas práticas ao projeto pedagógico, aos calendários e às avaliações, dando legitimidade institucional ao trabalho.

Sergio Bento de Araujo destaca e conclui que sustentar essas práticas exige visão estratégica. A gestão precisa comunicar propósito, apoiar experimentações e monitorar impacto na aprendizagem e clima escolar. Parcerias com instituições culturais, participação em feiras educacionais e uso responsável de tecnologia ampliam repertório e alcance. 

Quando a escola assume a arte-educação como parte do método, ela fortalece pertencimento, melhora engajamento e constrói um currículo vivo, capaz de dialogar com a diversidade e promover aprendizagem com sentido.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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